Dez anos de SIMEDUC: uma história de vocação, resistência e compromisso com a liberdade das próximas gerações
Por Gaba Costa
É difícil olhar para uma semente e imaginar a árvore que ela vai se tornar. Aquele grãozinho tão pequeno e frágil não deixa adivinhar a sombra, os frutos, as raízes buscando água lá no fundo.
Com o SIMEDUC foi assim. E agora, dez anos depois, é impossível contemplar essa árvore sem sentir o coração transbordar de gratidão.
Toda geração recebe um legado. Mas nem toda geração entende a responsabilidade de guardá-lo. Quero contar como essa história começou e por que acredito que ela está apenas começando.
Tudo começou com uma inquietação
Se me pedissem para apontar o dia em que o SIMEDUC nasceu, eu diria: 2016, no Rio de Janeiro, durante a GHEC, a Conferência Global de Educação Domiciliar. Mas, se fosse inteiramente sincera, voltaria muito mais no tempo. Nasci mergulhada no mundo da educação, rodeada de perguntas, e a maior delas me acompanha desde menina: como, afinal, nós aprendemos? A resposta veio…
“Se nascemos para aprender, podemos também educar.” Gaba Costa
Por isso digo que o SIMEDUC foi resposta de oração. Deus pegou tantas inquietações antigas e as transformou em caminho.
Só que, naquele começo, eu não fazia ideia de nada disso. Minha amiga Simone Quaresma me convidou para a conferência e eu fui sem expectativa alguma, movida pelas amizades e, quem sabe, por um bom networking. Voltei com amigos para a vida toda, conexões extraordinárias e uma missão.
A missão veio das mãos de Mike Donnelly, que desafiou todos os presentes com uma frase simples: “Vá e dê frutos.” Compartilhe o que aprendeu aqui com alguém, numa reunião, num blog, num site.
Eu não consegui esperar. Precisava registrar tudo o que havia vivido naqueles dias, então comecei por um blog. Meu Deus, que vontade de que todo mundo experimentasse a liberdade que eu estava descobrindo! Escrevi com o coração e, quando pisquei, já havia trezentas pessoas ali, se reconhecendo naquelas palavras.
Aí veio a pergunta que não me largava: como alcançar mais famílias? Como reunir as vozes de quem já tinha percorrido esse caminho? Abri um perfil no Facebook, comecei a me conectar com outras pessoas na jornada, meu marido construiu a plataforma e então me lembrei daqueles amigos maravilhosos que eu havia conhecido na GHEC. Convidei todos. Em outubro de 2016, aconteceu o 1º Simpósio Online de Educação Domiciliar, com o tema “Homeschooling no Brasil: Desafios e Perspectivas”.
A gente só queria fazer um evento. Um só, para anunciar boas novas. Mas ali descobrimos que não estávamos sozinhos. Éramos muitos, e que alegria foi esse encontro! Ao final, porém, as famílias que haviam participado, gratuitamente, nos fizeram uma pergunta que mudou o rumo da nossa história:
E agora? Para onde vamos?
Dez anos depois, essa continua sendo uma das perguntas mais importantes que podemos fazer. Porque uma missão de verdade não termina quando o evento acaba, quando o projeto se encerra ou quando a conquista chega. Ela nos obriga a perguntar: qual é o próximo passo?
Sementes, encontros e frutos
Foi então que percebemos que aquilo que já havíamos aprendido podia ser compartilhado. Com minha amiga Renata Santos e a pedagoga Karis Anglada, especialista em educação cristã clássica, lançamos o primeiro curso de educação cristã clássica do Brasil: Por uma Educação Clássica nos Dias de Hoje. Queríamos abraçar aquelas famílias com algo concreto.
Em 2017, uma mensagem de Diane Ellis chegou pelo SIMEDUC com uma pergunta: se tivéssemos de trazer um currículo para o Brasil, qual seria? Ainda impactadas pelo Classical Conversations, que havíamos conhecido na GHEC, não pensamos duas vezes. Partimos para os Estados Unidos para as primeiras conversas e, desde então, não paramos mais.
Os Talks seguiram anualmente até 2023, e cada ano trouxe um tema que dizia o que estávamos vivendo. Em 2017, “Saindo da Matrix: a escolha pela educação domiciliar”. Em 2018, “Homeschooling formando uma nação de leitores”, porque educar não é só passar conteúdo, é formar gente que ama ler, pensa com profundidade e entende o mundo; foi também o ano do 1º Desafio Por uma Educação Clássica nos Dias de Hoje. Em 2019, “Em cada homeschooler, um empreendedor: a transformação pelo conhecimento”. Em 2020, quando o mundo inteiro precisou aprender de outro jeito, “Autoeducação: o caminho para a Alta Cultura”. Em 2021, “Momschooling: o chamado”. Em 2022, “Homeschooling entre amigos”. E, em 2023, “As 7 palestras da liberdade”.
A missão continuou se desdobrando: em 2024, a masterclass “Como tirar sua escola cristã lowcost do papel?”; em 2025, “Dominando Caldos”, com Bruna Masalin; e em 2026, a Mentoria Start e “Ordenando o pensamento com IA”, com Aline Cardinale, lembrando que formar famílias também é dialogar com os desafios do nosso tempo.
E nem tudo aconteceu na tela. Em 2018 e 2019, vieram os primeiros encontros nacionais de famílias educadoras, o EDUCOOP. Em 2022, a Expo Homeschooling. E, a partir de 2024, o Legado Cristão, firmado em três pilares: família, educação e liberdade em torno de princípios maiores do que qualquer instituição.
Olhando para trás, entendo que nunca foi só sobre eventos, cursos ou conteúdos. Estávamos cultivando uma cultura: pais e mães que reconhecem sua responsabilidade na formação dos filhos; um conhecimento que não se separa da sabedoria; uma liberdade de aprender que caminha de mãos dadas com a responsabilidade de ensinar; famílias que encontram apoio para viver a sua vocação.
E aprendi algo que quero guardar: o maior fruto de uma iniciativa não é o que ela produz para si mesma, mas o que ela torna possível na vida das outras pessoas.
Educar para a liberdade é lutar pela liberdade de educar
A partir de 2022, passei a integrar o conselho consultivo da GHEX, organização não governamental que defende a liberdade educacional no mundo todo. E continuaram os desafios de nos posicionar: visitas a parlamentares em diversas esferas, o Congresso Nacional, a inauguração da Frente Parlamentar do Homeschooling, encontros com ministros do STF. Vieram também a consulta pública da UNESCO, o evento da GHEX na América Latina, a representação do Brasil no Homeschool Summit, na Costa Rica, um treinamento para lideranças latino-americanas promovido pela Alliance Defending Freedom e a apresentação de um artigo acadêmico no School Choice, em Roma.
Cada uma dessas experiências foi alargando o meu olhar. O trabalho da GHEX me fez ver que a educação domiciliar é muito, muito mais do que uma modalidade de ensino. É uma luta pela família, pelos princípios e valores que glorificam a Deus. É um resgate. É um chamado.
Aprendemos que uma mente curiosa aprende com entusiasmo, e que fazer homeschooling é estar ao lado dos nossos filhos enquanto eles descobrem o mundo. Como já se disse, uma mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original. Só sabe o que é esse maravilhamento quem educa para a liberdade.
Mas o homeschooling também nos põe diante de um desafio real: a liberdade de educar. Em muitos lugares, governos vêm restringindo os direitos da família, e até direitos humanos de países livres vão recuando. A nossa luta será permanente, e isso nos coloca numa posição de responsabilidade: garantir a liberdade da próxima geração. No fundo, educar para a liberdade e lutar pela liberdade de educar são a mesma coisa.
Não estamos falando de defender apenas uma escolha individual. Estamos falando de famílias poderem participar ativamente da formação de seus filhos, de acordo com suas convicções e responsabilidades, sem que o Estado reivindique para si a exclusividade da educação.
Liberdades podem ser restringidas aos poucos. O que uma geração considera natural pode se tornar inalcançável para a seguinte. Ronald Reagan disse isso de um jeito que nunca esqueci:
“A liberdade nunca está a mais de uma geração da extinção. Não a transmitimos aos nossos filhos no sangue; ela deve ser lutada, protegida e entregue para que eles façam o mesmo.”
Ronald Reagan
O que não ensinarmos aos nossos filhos sobre a liberdade corre o risco de desaparecer com a nossa geração.
O perigo de nos acostumarmos
Foi nesse ponto que um texto antigo veio ao meu encontro.
Em dezembro de 1942, com o mundo em guerra e a Alemanha sob o regime nazista, o pastor e teólogo Dietrich Bonhoeffer escreveu um ensaio chamado “Dez anos depois”. Meses mais tarde, em abril de 1943, seria preso pela Gestapo. Ele não escrevia para comemorar. Escrevia para fazer um balanço de consciência: o que aqueles dez anos tinham revelado sobre a coragem, a liberdade e a responsabilidade de agir quando o futuro parece incerto.
Não pretendo, de forma alguma, comparar as nossas lutas com as tragédias que ele testemunhou. Mas reconheço em suas reflexões um princípio que também deve orientar a nossa caminhada: não podemos medir a missão só pelo que conquistamos, e sim também pelo que estamos preparando para quem virá depois de nós.
Bonhoeffer falava de uma sociedade em que os valores se confundem, a consciência se enfraquece e o mal aparece disfarçado de bem. Falava da obediência sem discernimento e da tentação de se calar diante da injustiça. Suas palavras nos convidam a olhar não apenas para os grandes acontecimentos da história, mas para as nossas pequenas concessões de cada dia.
Como chegamos a aceitar como inevitável aquilo que antes reconheceríamos como inaceitável? Em que momento o cansaço vira conformismo? Quando o desejo de evitar conflito passa a justificar o nosso silêncio?
Essas perguntas também são nossas. Depois de anos de debates, mobilizações e tentativas, seria compreensível sentir cansaço. Há dias em que o caminho parece longo demais e as nossas forças, pequenas diante do tamanho do desafio. Mas o cansaço não pode virar desistência. E a experiência não pode virar acomodação. Conhecer a história das nossas lutas deve nos tornar mais responsáveis, não menos dispostos a agir.
Para nós, isso significa continuar estudando, formando famílias, produzindo conhecimento, firmando alianças, dialogando com as instituições e defendendo a liberdade educacional por meios responsáveis. Significa não confundir prudência com omissão, nem perseverança com repetir no automático o que já fizemos. Significa reconhecer quando uma etapa terminou e discernir qual vem a seguir.
A pergunta, então, não é só o que conseguimos realizar em dez anos. É esta: diante de tudo o que aprendemos, o que agora temos a responsabilidade de fazer?
Memorial, não túmulo
Celebrar dez anos é necessário. Olhar para trás nos ajuda a reconhecer a providência de Deus, a honrar quem caminhou conosco e a entender como coisas aparentemente pequenas se tornaram parte de uma história maior.
Mas existe um jeito perigoso de celebrar: transformar o passado num lugar confortável onde podemos ficar sem assumir compromisso novo. Não trago essa história para vivermos do passado. Trago como memorial e fundamento do legado que está sendo construído para as próximas gerações. E um memorial não pode se tornar o túmulo da nossa vocação.
A história não terminou. Ela nos trouxe até aqui, e chegar até aqui é receber uma nova responsabilidade.
Talvez o maior risco de uma instituição que completa dez anos seja achar que existir por tanto tempo já basta para justificar a continuidade. Não é o tempo que legitima uma missão, mas a fidelidade com que ela segue respondendo às necessidades do seu tempo. Isso quer dizer continuar relevantes sem abandonar os fundamentos; aprender novas linguagens sem diluir aquilo em que acreditamos; usar novas ferramentas sem deixar que elas substituam o pensamento, a sabedoria e o discernimento. Quer dizer formar novas lideranças, abrir espaço para outras vozes e preparar pessoas que levarão a missão adiante, até por caminhos que ainda não conhecemos.
O SIMEDUC não pode depender só da memória de quem o viu nascer. O seu legado precisa ser compreendido, compartilhado e assumido por quem vai continuar essa história.
A geração que virá depois de nós
Ao refletir sobre a responsabilidade histórica, Bonhoeffer desloca o olhar do destino de cada um para uma questão maior: como a geração vindoura poderá continuar a existir? Isso muda a maneira como avaliamos as nossas escolhas.
Em vez de perguntar apenas se teremos sucesso, perguntamos se o que fazemos ajudará quem vem depois a viver com liberdade e responsabilidade. Em vez de pensar no reconhecimento que vamos receber, pensamos no que deixaremos construído. E, em vez de nos fixarmos nos obstáculos de hoje, trabalhamos para que a próxima geração encontre caminhos que ainda nos parecem distantes.
O que queremos deixar para os nossos filhos?
Uma sociedade onde a liberdade de educar seja reconhecida e protegida? Uma formação intelectual sólida, que os ensine a pensar, a distinguir o verdadeiro do falso e a resistir à manipulação? A compreensão de que liberdade não é ausência de responsabilidade, mas a possibilidade de responder conscientemente à própria vocação? E o desejo de amar o conhecimento, buscar a verdade, reconhecer a beleza e agir com coragem?
Esses frutos não nascem por acaso. Dependem de famílias que assumem sua vocação, de comunidades que decidem caminhar juntas, de educadores comprometidos com a formação integral e de instituições que entendem que o seu trabalho ultrapassa o tempo da própria existência.
Dez anos atrás, não sabíamos até onde o SIMEDUC chegaria. Hoje também não sabemos tudo o que ainda será preciso fazer. Mas sabemos que a missão não pode terminar em nós. Para dar o próximo passo, não precisamos conhecer o futuro inteiro. Precisamos de clareza quanto aos nossos fundamentos, coragem diante dos desafios e disposição para preparar o caminho de quem vem depois.
O legado que deixaremos não será medido pelo que fizemos em dez anos, mas pela liberdade que ajudamos a tornar possível nos próximos cinquenta.
Vocacionados mudam o mundo, uma família de cada vez
Ao celebrar uma década, escolhemos este tema: Vocacionados mudam o mundo, uma família de cada vez. Escolhemos porque foi o que aprendemos no caminho. Grandes transformações nem sempre começam em grandes estruturas. Às vezes começam com uma pergunta feita dentro de casa, com uma família que decide assumir sua responsabilidade, com uma conversa entre amigos, com alguém que reparte com generosidade o que aprendeu.
Foi assim com o SIMEDUC. Uma inquietação pessoal encontrou outras pessoas. Um blog virou uma rede. Um simpósio abriu espaço para novas formações. As formações fortaleceram famílias. E essas famílias entraram numa história maior do que qualquer iniciativa individual.
Não fomos os únicos responsáveis por ela, e não reivindicamos para nós os seus frutos. Muita gente trabalhou, ensinou, serviu e perseverou. Cada uma, à sua maneira, ajudou a construir o que hoje celebramos. Por isso, esta celebração não é só homenagem. É convite.
Um convite às famílias que estão começando. Às que caminham há muitos anos e precisam renovar as forças. Aos educadores que sabem a importância da formação intelectual e moral. Aos pesquisadores que podem produzir conhecimento sólido sobre a educação domiciliar. Às lideranças que precisam preparar outras lideranças. A quem atua na defesa da liberdade educacional e a todos os que desejam uma sociedade em que as famílias possam exercer a sua responsabilidade de educar.
Há trabalho a fazer. Há conhecimento a compartilhar. Há novas gerações a formar. E há uma liberdade que não podemos tratar como herança garantida.
Ainda há tempo de plantar
Bonhoeffer escreveu sem a certeza de que veria o fim do regime que combatia. A sua responsabilidade não dependia da garantia de resultados imediatos. É uma das lições mais difíceis para quem trabalha por uma causa maior do que a própria vida: nem sempre veremos os frutos do que plantamos. Algumas sementes brotam depressa. Outras ficam escondidas por muito tempo. Há frutos que serão colhidos por pessoas que nunca vamos conhecer.
Ainda assim, plantamos.
Trabalhamos por um futuro melhor sem ingenuidade, mas sem entregar o amanhã ao pessimismo. Reconhecemos os riscos do presente sem usar as dificuldades como desculpa para ficar parados. A esperança cristã não nos autoriza a fugir do mundo; ela nos chama a agir nele com fé, discernimento e responsabilidade.
Não sabemos o que os próximos dez anos trarão. Não sabemos quais desafios jurídicos, políticos, culturais e educacionais as famílias enfrentarão, que ferramentas vão mudar o nosso jeito de aprender, nem que perguntas farão as crianças que hoje estão crescendo. Mas podemos decidir como chegaremos lá. Chegar acomodados, satisfeitos com o que já foi feito, ou preparados para servir de novo. Deixar o cansaço definir o tamanho da nossa missão, ou deixar que a experiência nos torne mais sábios. Trabalhar só para manter o que construímos, ou preparar pessoas capazes de construir o que ainda não existe.
O SIMEDUC começou com uma pergunta e cresceu porque muita gente decidiu não guardar só para si o que havia aprendido. Que continuemos assim!
Que a próxima década nos encontre formando famílias, compartilhando conhecimento, fortalecendo comunidades e defendendo a liberdade de educar. Que não nos faltem coragem para agir, humildade para aprender, sabedoria para discernir e perseverança para continuar. Que os nossos filhos recebam não apenas a lembrança de que um dia houve quem lutasse pela liberdade educacional, mas também os fundamentos, o conhecimento, as instituições e a coragem para preservá-la. Que encontrem não uma missão encerrada, mas uma vocação viva.
Até aqui nos ajudou o Senhor
Dez anos depois, olhamos para trás com gratidão, para o presente com responsabilidade e para o futuro com esperança. Agradecemos às pessoas que caminharam conosco, às portas que se abriram, aos desafios que nos ensinaram e aos frutos que jamais teríamos produzido sozinhos.
E, acima de tudo, reconhecemos que esta história nunca foi sobre nós. É sobre famílias que descobriram sua vocação, crianças que crescem em liberdade, comunidades que aprenderam a caminhar juntas e uma geração que precisa de condições para continuar o que recebeu.
Por isso, não vamos parar. Não porque o caminho seja fácil, nem porque todas as batalhas estejam vencidas, nem porque haja garantias de resultado. Mas porque ainda há famílias a alcançar, conhecimento a compartilhar, liberdade a defender e um legado a construir.
Que o SIMEDUC continue sendo instrumento para que mais famílias descubram sua vocação, assumam sua responsabilidade e eduquem os filhos para a verdade, a bondade e a beleza. E que, quando chegar a vez da próxima geração olhar para trás, ela possa dizer: eles não receberam a liberdade de braços cruzados. Trabalharam para preservá-la e entregá-la adiante.
Porque vocacionados mudam o mundo, uma família de cada vez.
“Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar.”
Habacuque 2:14